Corpo como lugar, arte como exílio*

Bololô, a concentração amorfa de material, é um elemento básico de muitas obras de Frida Baranek, algo tão particular ao seu trabalho que pode ser considerado como uma assinatura. Chumaços de fios de arame são materiais comuns, passíveis de serem associados ao refugo. Contudo, ao serem por ela expandidos e agregados a outros elementos, também em si semanticamente triviais, são transmutados, ganham novos sentidos. Como ocorre em Unclassified, de 1992, e em BBB, de 1993 – nuvens metálicas que se expandem espacialmente, agregando fios, planos metálicos, componentes de aviões, ar, olhares, interpretações.

Esses murundus, outro termo a ressoar nessa obra, por vezes são constituídos com chapas de metal, vergalhões e pedras. Variam os elementos, mas persiste a articulação de coisas ordinárias para gerar algo distinto, significante, mais especificamente arte.

* por Roberto Conduru, em Frida Baranek

livrofrida

FRIDA BARANEK
isbn: 9788589365475
idiomas: Inglês / Português
págs: 240
editora: Barleu Edições Ltda