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por Roberto Corundu

Art Nexus (Outubro 2017)

Reflexions on the Horizon fue creada a partir del impacto que Frida Baranek recibió del paisaje de la Deering Estate´s Mission, en Miami, en donde es artista residente desde octubre del 2016. La instalación está compuesta por siete elementos articulados a las palmeras, constituidos por rollos de cuerda que tienen es sus extremidades placas de acrílico de diversos colores y grabados curvilíneos, y están colocados para que las personas los manipulen y establezcan diversas relaciones con ellas mismas y con el ambiente.

por Roberto Corundu

“Play / Live”
2014

Em Mudança de Jogo, pode ser tomada como um sinal de transformação a ausência dos elementos metálicos que se tornaram característicos da obra de Frida Baranek. Contudo, muitos dos materiais que constituem as novas esculturas foram por ela usados anteriormente. Em verdade, seu trabalho tem usado matérias dos reinos mineral, vegetal e animal processadas, como o pó de mármore e as peças de borracha, feltro e couro, ou conformadas como artefatos — neste caso, varetas e bambolês de vidro, sacos de cânhamo, corda de sisal. A diferença agora é menos a variedade e mais a simultaneidade com que ela os experimenta e expõe. O que, significativamente, faz lembrar o início de sua trajetória.

por Catherine Bompuis

“Confrontos”,
MAM-RJ 2013

Confrontos remete tanto a uma atitude quanto a um processo de trabalho, introduzindo uma dimensão afetiva que transmite ao objeto uma vivência, uma emoção, em um confronto no qual esforçar-se e pôr-se à prova surgem como elementos constitutivos da experiência. A poética existencial e a necessidade de confrontar e de confrontar-se sem qualquer predeterminação formal revelam a abordagem fenomenológica desses objetos. Arte e vida formam um todo que se origina na experiência em si. A escultura de Frida Baranek é a expressão de suas sensações, de suas emoções, do exame de sua vida perceptiva. Merleau Ponty qualifica a percepção como uma fé perceptiva, onde perceber e imaginar são duas maneiras de pensar.

por Luiz Camillo Osorio

Despojamento e instabilidade
2009

A trajetória de Frida Baranek está marcada pelos seus deslocamentos constantes. Uma diáspora poética voluntária que a fez sair do Brasil, estudar nos Estados Unidos, voltar ao país, mudar-se para a Europa, Paris e depois Berlim e, finalmente, fixar residência em Nova York. Assumidamente sem lugar — ou sendo um pouco de todos os lugares ao mesmo tempo — buscou na escultura um contraponto ao movimento.

por Oscar D’Ambrosio

Salzburg
2006

Um dos maiores enigmas da história da arte, com ramificações, é claro, na psicologia e em ciências correlatas, está nos fatores que levam ao fenômeno da criação. Por mais que se escreva sobre isso-e as teorias são inúmeras-três elementos se articulam de múltiplas maneiras: a intuição, o pensamento e o conhecimento.

por Jean Marie Wasilik

Pausa Longa
2006

O que me impressionou de imediato nas esculturas de Frida Baranek foi a maneira coma elas, ao mesmo tempo, resistem e cedem perante a sua própria materialidade. O domínio que ela exerce sobre os seus meios não parece nunca controlador, pelo contrário: no lugar disso, há uma entrega palpável perante a fisicalidade dos materias que a artista usa, que têm sido muitos.

por Aracy Amaral

para XLIV Bienal de Veneza, Itália
1990

A relação com o espaço é a essência do cogitar tridimen­sional na expressão criativa de Frida Baranek. Simultaneamente, o material se impõe de modo impositivo por sua agressividade, captada a primeiro impacto.