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por Paulo Venâncio Filho

Perspectivas Recentes Da Escultura Contemporânea Brasileira

O que se pretende colocar em questão é a escultura. Mais do que isso: trata-se de apresentar as possibilidades atuais de escultura. O momento de destruição dos cânones clássicos pelas radicais ações modernas não foi só uma total reformulação do tema, do objeto e das técnicas; foi também uma subversão do lugar da escultura. Pode-se dizer que, a partir daí, como se submetida a devastadoras forças centrípetas e centrífugas, ela foi deslocada de sua posição paradigmática: centro do espaço. Suprimida a verticalidade originária, desfeita a base, encontrou-se [...]

por Paulo Venâncio Filho2020-06-30T20:42:31+00:00

por Lorenzo Mammi

Galeria Sergio Milliet (Outubro 1988)

Pode-ser fazer e pensar a escultura como jogo de equilíbrio, construção, justaposição de formas. Ou pode-se imaginar a obra como produto de uma ação, como se fosse um instante (imóvel, porque sem tempo) recortado na parábola de um movimento. O primeiro tipo de escultura se expande, idealmente, na horizontal, cria e estrutura um espaço. O segundo mergulha em profundidade, através de duas falsas extensões: a hipótese de um passado e a promessa de um futuro desenvolvimento. Os trabalhos de Frida Baranek parecem restos, testemunhos de um desastre. [...]

por Lorenzo Mammi2020-06-30T20:48:06+00:00

por Aracy Amaral

Aperto 90 - XLIV Venice Biennale*

A relação com o espaço é a essência do cogitar tridimensional na expressão criativa de Frida Beranek. Simultaneamente, o material se impõe de modo impositivo por sua agressividade, captada a primeiro impacto. Catastrofista pela utilização de elementos conotativos de uma sociedade industrializada, a “assemblage’ deconstrutivista preside suas instalações vitais em sua espacialidade: pedra (granito ou mármore), chapas de ferro, vergalhões e arames oxidados compõem seu vocabulário de discurso veemente, na aparência puramente intuitivo. [...]

por Aracy Amaral2020-06-29T17:57:12+00:00

por Paulo Herkenhoff

Rio de Janeiro, 1999

Entulhos. Monturos de ferro e pedra. Restos de uma construção desastrada. Assim pode parecer a escultura recente de Frida Baranek ao olhar que sucumbir frente às exigências lógicas de sua obra. A própria artista propõe a tentação da falácia na referência às situações “reconstrutivas de sua escultura”. Nos últimos anos, depois do pouso e do alarido da pintura neo-expressinista, assenta-se a poeira dos prazeres pictóricos. Passou uma banda de música, que deixou seus sons e pintura. Agora vê-se melhor a cena da escultura no Brasil. [...]

por Paulo Herkenhoff2020-07-10T16:20:55+00:00

por Knut Ebeling

Fios e Tubos

Até o presente as obras de Frida Baranek podem ser caracterizadas dentro da concepção Wittgensteiniana do saber como fio. Suas combinações formavam um todo orgânico cuja força residia na assimilação das diferenças. A presença física de sua obra não provinha de uma única e coerente unidade de material mas de uma dupla desintegração; primeiro, o todo desintegrado pela mistura alquímica de diversos materiais e, em seguida, a profunda desintegração de cada um destes mesmos materiais. Wittgenstein escreve: "Nós expandimos as nossas idéias [...]

por Knut Ebeling2020-07-01T18:53:11+00:00

por Jean Marie Wasilik

Pausa Longa

O que me impressionou de imediato nas esculturas de Frida Baranek foi a maneira coma elas, ao mesmo tempo, resistem e cedem perante a sua própria materialidade. O domínio que ela exerce sobre os seus meios não parece nunca controlador, pelo contrário: no lugar disso, há uma entrega palpável perante a fisicalidade dos materiais que a artista usa, que têm sido muitos. São arames de bronze e ferro, pigmento em pá, sisal, seda, balões de borracha murchos e esgarçados, chapas e correntes de ferro, fragmentos de aviões e mármore em blocos, lascas e grãos.

por Jean Marie Wasilik2020-06-29T17:44:16+00:00

por Oscar D’Ambrosio

Pensamento em ação

Um dos maiores enigmas da história da arte, com ramicações, é claro, na psicologia e em ciências correlatas, está nos fatores que levam ao fenômeno da criação. Por mais que se escreva sobre isso-e as teorias são inúmeras-três elementos se articulam de múltiplas maneiras: a intuição, o pensamento e o conhecimento. A partir da intuição, valendo-se do pensamento plástico e do conhecimento dos materiais, Frida Baranek utiliza arame, ferro, madeira, pedra, plástico, cobre, aço inox e alumínio como suas principais matérias-primas. [...]

por Oscar D’Ambrosio2020-06-29T17:56:28+00:00

por Luiz Camillo Osorio

Despojamento e instabilidade (Junho 2009)

A trajetória de Frida Baranek está marcada pelos seus deslocamentos constantes. Uma diáspora poética voluntária que a fez sair do Brasil, estudar nos Estados Unidos, voltar ao país, mudar-se para a Europa, Paris e depois Berlim e, finalmente, fixar residência em Nova York. Assumidamente sem lugar — ou sendo um pouco de todos os lugares ao mesmo tempo — buscou na escultura um contraponto ao movimento. O peso e uma materialidade bruta são desde os anos 1980 elementos recorrentes de sua poética, uma forma provisória de enraizamento dada a contingência do movimento. [...]

por Luiz Camillo Osorio2020-06-29T17:55:29+00:00

por Catherine Bompuis

Confrontos

A escolha das obras de Frida Baranek para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro obedece ao desejo de tornar visíveis alguns momentos de um percurso iniciado em 1984. Desde seus primeiros trabalhos elabora-se a relação que, ao longo desses anos, a artista empreenderá com a matéria de sua escultura, relação que desafia sua resistência para levá-la à sua metamorfose: construir com e contra. Confrontos remete tanto a uma atitude quanto a um processo de trabalho, introduzindo uma dimensão afetiva que transmite ao objeto uma vivência, uma emoção[...]

por Catherine Bompuis2020-06-29T17:54:46+00:00

por Roberto Corundu

Jogar/Viver

Em Mudança de Jogo, pode ser tomada como um sinal de transformação a ausência dos elementos metálicos que se tornaram característicos da obra de Frida Baranek. Contudo, muitos dos materiais que constituem as novas esculturas foram por ela usados anteriormente. Em verdade, seu trabalho tem usado matérias dos reinos mineral, vegetal e animal processadas, como o pó de mármore e as peças de borracha, feltro e couro, ou conformadas como artefatos — neste caso, varetas e bambolês de vidro, sacos de cânhamo, corda de sisal. [...]

por Roberto Corundu2020-06-30T16:14:39+00:00