por Nuno Faria

Frida Baranek (Rio de Janeiro, 1961) é uma escultora cujo percurso despontou no início da década de 1980, no seio de uma geração que recuperou a integridade e a potência das disciplinas artísticas tradicionais. [...]

por Nuno Faria2026-03-04T21:50:47+00:00

por Marc Pottier

Artista brasileira, mas cujo playground é o mundo, autodidata, Frida Baranek adora desafio confrontar a diversidade e as transformações que a vida oferece. A exposição Dentro/Fora, na Galeria Hugo França, em Trancoso, é uma fantástica [...]

por Marc Pottier2025-02-17T10:50:50+00:00

by Ana Carolina Ralston

Entre as tantas reinvenções da modernidade está o fato de termos gradativamente mudado o lugar e o estado das relações sociais. Se na Idade Média o objetivo era perdurar e estabelecer laços fixos e imutáveis, nos tempos atuais o deslocamento e a maleabilidade são chave para a compreensão de um mundo novo e flexível. [...]

by Ana Carolina Ralston2024-06-13T15:34:01+00:00

por Paulo Venâncio Filho

Perspectivas Recentes Da Escultura Contemporânea Brasileira

O que se pretende colocar em questão é a escultura. Mais do que isso: trata-se de apresentar as possibilidades atuais de escultura. O momento de destruição dos cânones clássicos pelas radicais ações modernas não foi só uma total reformulação do tema, do objeto e das técnicas; foi também uma subversão do lugar da escultura. Pode-se dizer que, a partir daí, como se submetida a devastadoras forças centrípetas e centrífugas, ela foi deslocada de sua posição paradigmática: centro do espaço. Suprimida a verticalidade originária, desfeita a base, encontrou-se [...]

por Paulo Venâncio Filho2020-06-30T20:42:31+00:00

por Lorenzo Mammi

Galeria Sergio Milliet (Outubro 1988)

Pode-ser fazer e pensar a escultura como jogo de equilíbrio, construção, justaposição de formas. Ou pode-se imaginar a obra como produto de uma ação, como se fosse um instante (imóvel, porque sem tempo) recortado na parábola de um movimento. O primeiro tipo de escultura se expande, idealmente, na horizontal, cria e estrutura um espaço. O segundo mergulha em profundidade, através de duas falsas extensões: a hipótese de um passado e a promessa de um futuro desenvolvimento. Os trabalhos de Frida Baranek parecem restos, testemunhos de um desastre. [...]

por Lorenzo Mammi2020-06-30T20:48:06+00:00

por Aracy Amaral

Aperto 90 - XLIV Venice Biennale*

A relação com o espaço é a essência do cogitar tridimensional na expressão criativa de Frida Beranek. Simultaneamente, o material se impõe de modo impositivo por sua agressividade, captada a primeiro impacto. Catastrofista pela utilização de elementos conotativos de uma sociedade industrializada, a “assemblage’ deconstrutivista preside suas instalações vitais em sua espacialidade: pedra (granito ou mármore), chapas de ferro, vergalhões e arames oxidados compõem seu vocabulário de discurso veemente, na aparência puramente intuitivo. [...]

por Aracy Amaral2020-06-29T17:57:12+00:00

por Paulo Herkenhoff

Rio de Janeiro, 1999

Entulhos. Monturos de ferro e pedra. Restos de uma construção desastrada. Assim pode parecer a escultura recente de Frida Baranek ao olhar que sucumbir frente às exigências lógicas de sua obra. A própria artista propõe a tentação da falácia na referência às situações “reconstrutivas de sua escultura”. Nos últimos anos, depois do pouso e do alarido da pintura neo-expressinista, assenta-se a poeira dos prazeres pictóricos. Passou uma banda de música, que deixou seus sons e pintura. Agora vê-se melhor a cena da escultura no Brasil. [...]

por Paulo Herkenhoff2020-07-10T16:20:55+00:00

por Knut Ebeling

Fios e Tubos

Até o presente as obras de Frida Baranek podem ser caracterizadas dentro da concepção Wittgensteiniana do saber como fio. Suas combinações formavam um todo orgânico cuja força residia na assimilação das diferenças. A presença física de sua obra não provinha de uma única e coerente unidade de material mas de uma dupla desintegração; primeiro, o todo desintegrado pela mistura alquímica de diversos materiais e, em seguida, a profunda desintegração de cada um destes mesmos materiais. Wittgenstein escreve: "Nós expandimos as nossas idéias [...]

por Knut Ebeling2020-07-01T18:53:11+00:00

por Jean Marie Wasilik

Pausa Longa

O que me impressionou de imediato nas esculturas de Frida Baranek foi a maneira coma elas, ao mesmo tempo, resistem e cedem perante a sua própria materialidade. O domínio que ela exerce sobre os seus meios não parece nunca controlador, pelo contrário: no lugar disso, há uma entrega palpável perante a fisicalidade dos materiais que a artista usa, que têm sido muitos. São arames de bronze e ferro, pigmento em pá, sisal, seda, balões de borracha murchos e esgarçados, chapas e correntes de ferro, fragmentos de aviões e mármore em blocos, lascas e grãos.

por Jean Marie Wasilik2020-06-29T17:44:16+00:00

por Oscar D’Ambrosio

Pensamento em ação

Um dos maiores enigmas da história da arte, com ramicações, é claro, na psicologia e em ciências correlatas, está nos fatores que levam ao fenômeno da criação. Por mais que se escreva sobre isso-e as teorias são inúmeras-três elementos se articulam de múltiplas maneiras: a intuição, o pensamento e o conhecimento. A partir da intuição, valendo-se do pensamento plástico e do conhecimento dos materiais, Frida Baranek utiliza arame, ferro, madeira, pedra, plástico, cobre, aço inox e alumínio como suas principais matérias-primas. [...]

por Oscar D’Ambrosio2020-06-29T17:56:28+00:00